22.11.07

Escola 1º Ciclo de Santa Eulália Seia

HÁ FOGO NA FLORESTA

Na negra escuridão

Uma luz um clarão

“É fogo é fogo”

Grita a multidão

Sirene a tocar

Bombeiro a partir

Fogo que alastra

Crepita medonho

No meio da serra

E a raposa mãe

Pelos filhos berra.

Árvores chorando

Folhas secando

Folhas sumindo

Na cinza do chão.

Labaredas mil

Crepitam no ar

E toda a floresta

Está a chorar.

A lagarta mole

Ficou derretida

Pois não teve fôlego

P’ra grande corrida

Fica em cinza transformada

Junto à doninha intoxicada.

Sobe no ar fumo negro sujo

E eu fico triste e

Fujo.

Choro de raiva

Choro de pavor

Caem dos meus olhos

Lágrimas de dor.

1 comentário:

Barreto disse...

Belo poema!
Uma forma interessante de sensibilizar para essa triste realidade recorrentemente verificada nonosso país...